sábado, 13 de novembro de 2010

RECEITA PARA O DIA-A-DIA DA SALA DE AULA NA ESCOLA

Elaborado por Rosa Maria Corrêa
Ingredientes:
1. Professor que acredite e aposte na capacidade dos alunos. Que goste
de trabalhar com eles e por eles;
2. Professor que enxerga e  valorize o conhecimento e a produção dos alunos;
3. Alunos com diferentes vivências, conhecimentos e desejos;
4. Boa porção de diálogo e imaginação.
Ingredientes opcionais:
Carteiras, quadro, giz, papel, lápis, caderno, vídeo, Tevê, computador, livros, datashow, retroprojetor, etc.
Modo de fazer:
1. Leve para sala atividades que tenham sentido e significado para seus alunos e cuide para que todos possam participar.
2. Promova com as atividades: trabalho em grupo, interações, discussão, criação.
3. Discuta e organize com os alunos tempo para realização das atividades
e apresentação dos resultados obtidos para a turma toda.
4. Realize avaliação e auto-avaliação das apresentações de cada um ou do grupo, sem que haja comentários depreciativos.
5. Que ao final da atividade os alunos sejam incentivados a criar outra solução que eles avaliem como melhor ou mais criativa.
Dicas:
Para que esta receita não desande, trabalhe para ter uma equipe e não um amontoado de pessoas na sala. Coloque uma pitada de amor e uma pitada de limite.
Recheie tudo com respeito mútuo.


As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

Educação e Cybercultura

            Em seu texto Educação e Cybercultura, Pierre Lévy  vem nos alertar que o trabalho está diretamente ligado à ação de aprender e ensinar. Sendo assim, estamos diante de novas fontes de conhecimento e informação, como: o hipertexto, agentes de software, novos estilos de raciocínio e conhecimento, e por ai vai... E não se pode pensar em crescimento profissional sem pensar em aprendizado dessas novas tecnologias.
Nessa perspectiva, podemos admitir que o crescimento digital não pára. A cada dia surgem novas tecnologias, e as pessoas cada vez mais tendem a buscar novas formas de aprender e ensinar.  O ser humano está a todo o momento produzindo conhecimentos. E o ensino nas escolas precisa de reformas nesse sentido, sobretudo reconhecer aquelas que aprendem com suas experiências profissionais e sociais.
            Não se pode negar que estamos diante da web, e é imprescindível que saibamos lidar com a mesma, nessa nova realidade tecnológica. Mais do que isso é necessário que as pessoas tenham direito e acesso a essa nova forma de ler o mundo. Dessa forma, deixa-se para trás resistências e preconceitos e adere-se a web, tendo em vista suas facilidades, vantagens e ampliação de conhecimentos.
            Diante do modernismo, o cyberespaço tem de ser considerado como uma forma de comunicação. Cada vez mais nos relacionamos através da tela, além disso, matamos saudades, expressamos opiniões e até mesmo sentimentos, sobretudo quebramos barreiras de distâncias, e isso é muito interessante!
            Não está longe de o cyberspaço ser o principal meio de comunicação entre as pessoas, e logicamente a educação não poderá fugir dessa realidade, pois a informática é sem dúvida uma ferramenta mediadora da inteligência coletiva.
Viciados em F7?
            Viciados em F7? , é um texto bastante pertinente. As autoras Carla Coscarelli e Else Martins dos Santos nos revelam que de fato a informática veio com força total e para ficar. Por conseqüência veio junto à tela, a influência na escrita. Entretanto, isso não que dizer que todos passarão a escrever sempre como se tivessem escrevendo no chat. É lógico, que para cada situação haverá uma forma de escrita, formal ou informal, dependendo da situação.
            A língua não se resume na ortografia, no momento da criação do texto deixemos de lado pré-conceitos, paranóia de correção ortográfica. É melhor nos atentar para organização do texto, coerência, textualidade e com o sentido. Tendo em vista que estas questões são muito mais importantes na criação de um texto bem estruturado que vai ser bem compreendido pelo leitor.
Precisamos nos conscientizar que lápis e papel não são tão usados hoje em dia. A nova onda é o teclado, e isso é extremamente inovador e aceitável.
O editor de textos ao contrário do que algumas pessoas pensam, é uma excelente ferramenta, que faz o sujeito tanto escrever como pensar. Ao digitar, ao invés de escrever o sujeito exerce normalmente a função de criar textos, refletindo sobre unidades lingüísticas e gramaticais.
Estamos vivendo um novo tempo, o da informática, e para escrever é o teclado que cada vez mais utilizaremos. Entretanto, não deixaremos de ser sujeitos pensantes e evoluídos só porque deixamos de lado formas obsoletas de escrever. Isso vale também para novas formas de consulta ortográfica, ou seja, ao escrever no computador o corretor de textos será utilizado, e o velho Aurélio ficará de lado. E mesmo assim o sujeito aprende, quiçá muito mais.
Isso é fantástico, querendo ou não, estamos na era digital, quem não aderir a esse novo jeito de ler e escrever terá problemas, pois o mundo está a todo o momento acessando, lendo, escrevendo nessa nova ferramenta “o computador”.

O livro didático como agente de letramento digital

            As autoras Carla Viana Coscarelli e Else Martins dos Santos foram bem felizes na escolha deste tema. É bem verdade que não podemos viver sem o livro, o cinema, a televisão, o teatro e outras fontes de interação e cultura. Sobretudo, elas mencionam no texto que estas culturas deveriam fazer parte da vida de todos, sem exceção. Nesse contexto não podemos deixar de mencionar o computador como forte aliado e ferramenta necessária também no mundo escolar, tendo em vista que a informática pode facilitar as habilidades de leitura e desenvolvimento cognitivo dos alunos.
            Com efeito, o ambiente escolar deve inserir o aluno dentro desse mundo informatizado. Assim ele terá oportunidade de conhecer e se familiarizar com essa nova forma de aprender a ler e a escrever no computador, desde que bem orientados pelos seus professores.
            No mundo moderno em que vivemos, percebemos que a garotada está bem afiada quanto ao uso do computador, e nessa hora o professor também deve se especializar para não ficar para trás. Nesse sentido, alguns autores de LD estão incorporando novidades tecnológicas como a internet nas seções de seus livros, oferecendo assim oportunidades de o professor se libertar daquela maneira conteudista de ensinar. E isso reflete conseqüentemente no aprendizado do aluno, que terá a oportunidade de ter aulas criativas, sobretudo informatizadas. Levando em consideração ainda que através dessas aulas o aluno poderá perfeitamente desenvolver suas habilidades de leitura e escrita, sobretudo ser um sujeito pensante e critico nessa sociedade que cada vez mais valoriza a informação.
            Sendo assim, nós professores temos esse papel de buscar inovações, nos especializar digitalmente para que possamos ter novas idéias e colocá-las em prática em sala de aula.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Webquest - História em quadrinhos

1. Introdução:
Você, provavelmente, conhece alguma história em quadrinhos. O mundo dos quadrinhos é de fato muito interessante, sobretudo instigante. Os desenhos, a forma de linguagem, os personagens, a combinação de imagens e palavras nos proporcionam muita diversão.
2. Tarefa
Produzir histórias em quadrinhos.
3. Processo
Você deverá pesquisar o Site: www.divertudo.com.br (Oficina de quadrinhos) www.burburinho.com/20051029, para conhecer o processo de criação de uma HQ.
1) Agora responda:
A) Que tipo de letra é geralmente usado nos balões?
B) Quais os tipos de balões usados nas HQs?
C) O que são as onomatopéias?
D) Como são estruturadas as HQ, através de diálogos, ou há a presença de um narrador?
E) Em sua opinião por que isso acontece?
F) Como deve ser a linguagem nas HQs?
G) O que geralmente vem escrito no último quadrinho?
H) Quanto às expressões faciais das personagens, o que elas representam?
2. Ler o Site: www.monica.com, selecionar uma HQ, em seguida responda as seguintes questões:
A) Você conhece os personagens dessa história? Quais são eles?
B) Quais as características físicas e psicológicas de cada personagem?
C) Qual é o assunto principal da HQ que você escolheu?
D) Qual é o conflito da história?
E) Como os personagens resolveram o conflito?
F) Qual o tipo de discurso usado nas HQs?
G) Descreva o tempo e o espaço da história.
H) O que você achou da história que leu?
            Agora que você já leu uma história em quadrinho, respondeu algumas perguntas sobre ela, então chegou a sua vez de criar a sua própria HQ como combinamos.

4. Recursos:
5. Fontes de informação:
Pós Graduação – PUC Minas
Disciplina: Práticas discursivas em ambiente de tecnologia digital
Professora: Else Martins dos Santos
6. Avaliação

Critérios de avaliação
1 PTO
Se ficar  mais ou menos
2 PTOS
 Se ficar muito bom
3 PTOS
 Se ficar Perfeito
Houve a participação da dupla?



A história apresenta as características do gênero HQ?



O tema abordado está claro?



As ilustrações são criativas e dentro do contexto?



Os recursos estruturais e tecnológicos foram utilizados adequadamente?





7. Conclusão
As histórias em quadrinhos são narrativas que podem ser lidas por pessoas de todas as idades. Elas proporcionam diversão e instigam a imaginação de qualquer um.
Durante o trabalho vocês puderam ler histórias ainda não conhecidas, e até, mesmo aprenderam a criar suas próprias HQs. Além disso, aprenderam como se elabora um texto e imagens em quadrinhos. Conheceram como se dá a formação da linguagem. A criação das expressões faciais e a demonstração de sentimentos dos personagens.
Portanto, é muito importante que cada vez mais vocês busquem aprender, e aperfeiçoar em suas criações de HQs. É desejável que o aprendizado seja constante, quem sabe vocês não se tornam grandes autores das HQs no Brasil e até mesmo no exterior?
8. Créditos
Esta Webquest foi desenvolvida pelas professoras Língua Portuguesa Simone Aparecida Andrade e Cleunice Chaves. A mesma é destinada para alunos de 6º e 7º anos do ensino fundamental.
            Fonte: Sites: www.monica.comwww.educarede.comwww.divertudo.com
www.burburinho.com/20051029. Busca no Google sobre modelos de Webquest.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Plano de aula Discutindo o preconceito

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Curso de Pós- Graduação –

Disciplina: Práticas  discursivas em ambiente de tecnologia digital.
Professora: Else Martins
ü   Alunas:  Cleunice Chaves, Helen Patrícia , Marina da Fonseca  e Simone Aparecida

                                                      
                                                  Plano de Aula
                                 
                                         Trabalhando o preconceito

Faixa etária: De 11 a 14 anos

Conteúdo:  Preconceito

Objetivos:

Ø      Informar os alunos sobre o que é preconceito.
Ø      Esclarecer alguns tipos de preconceitos através dos vídeos apresentados no you tube.
Ø      Oportunizar aos alunos uma discussão sobre o assunto.
Ø      Incentivar os alunos a produzir textos referentes ao tema.

Tempo estimado: 5 aulas de aproximadamente 60 minutos

Materiais necessários: Vídeos do you tube:
 ( Preconceito Jair Claumann,)
 ( Vamos ver um mundo diferente)
( Até onde vai seu preconceito)
( Igualdade é conviver com as diferenças – Samara Tabu) 
 Caneta e  papel.

Desenvolvimento:

    Atividade 01-

Ø      Assistir os vídeos selecionados referentes ao assunto.

    Atividade 02-

Ø      Discussão direcionada sobre os vídeos apresentados.

    Atividade 03-

Ø      Produção textual de acordo com a discussão realizada.

Avaliação

Postagem do texto no blog,visitação dos colegas seguidas de comentários dos mesmos.


                                  Discussão orientada

1-     De acordo com os vídeos assistidos o que é preconceito?

2-     Além dos preconceitos apresentados nos vídeos, quais outros você conhece?


3-     Você já vivenciou  ou conhece alguém que  sofreu algum tipo de preconceito?
Conte como aconteceu.

4-     Para você  qual é o pior tipo de preconceito?


5-     Cite algumas ações favoráveis  a um mundo sem preconceito.


                  Orientação para a produção textual


1-     Escreva um artigo de opinião sobre o tema  “Preconceito”.
Lembre-se: O artigo de opinião é um texto  dissertativo / argumentativo e possui uma estrutura convencional formada por três partes essenciais:

Ø      Introdução ( Apresentação  do assunto e o posicionamento do autor)
Ø      Desenvolvimento ( Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese)
Ø      Conclusão ( Geralmente retoma a tese, sintetizando as idéias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido).
Ø      Não se esqueça de dar um título para o seu texto.